Deputado Joel da Harpa tem dedo quebrado durante confusão com flanelinhas no São João de Caruaru

Deputado estadual Joel da Harpa (PP-PE) Roberto Soares/Alepe/Divulgação O deputado estadual Joel da Harpa (PP) sofreu uma fratura em um dos dedos da mão esqu...

Deputado Joel da Harpa tem dedo quebrado durante confusão com flanelinhas no São João de Caruaru
Deputado Joel da Harpa tem dedo quebrado durante confusão com flanelinhas no São João de Caruaru (Foto: Reprodução)

Deputado estadual Joel da Harpa (PP-PE) Roberto Soares/Alepe/Divulgação O deputado estadual Joel da Harpa (PP) sofreu uma fratura em um dos dedos da mão esquerda durante uma confusão envolvendo flanelinhas nas proximidades do Pátio de Eventos Luiz Gonzaga, em Caruaru, no sábado (30), dia de abertura do São João. O parlamentar precisou de atendimento médico após a agressão e afirmou que poderá passar por cirurgia. Um dos envolvidos foi detido pelas forças de segurança e levado à delegacia. Segundo Joel da Harpa, o episódio ocorreu durante uma fiscalização relacionada a denúncias de cobrança irregular de motoristas para estacionamento em vias públicas próximas ao principal polo da festa. De acordo com o deputado, a discussão começou após ele questionar a colocação de cones e fitas utilizados para restringir o acesso de veículos às ruas da região. ✅ Receba as notícias do g1 Caruaru e região no seu WhatsApp Mão enfaixada do deputado Joel da Harpa, após quebrar o dedo em confusão (PP) Reprodução Em entrevista ao g1, o parlamentar afirmou que participava do lançamento do esquema de segurança do São João quando decidiu percorrer as ruas próximas ao evento. Segundo ele, flanelinhas estariam cobrando entre R$ 20 e R$ 30 para permitir a entrada de motoristas em determinadas vias públicas. Ainda de acordo com o deputado, a situação se agravou quando ele tentou retirar cones que estariam bloqueando a passagem de veículos. Joel relatou que, durante o tumulto, foi imobilizado por um dos envolvidos e sofreu uma fratura no dedo anelar da mão esquerda. "O cara dá uma chave em mim, eu acho que ele luta jiu-jitsu, alguma coisa. Ele deu uma chave em mim, que ele pegou meu braço com o lado esquerdo e fraturou meu dedo com o lado direito e quebrou realmente meu dedo", disse o parlamentar Joel da Harpa disse que estava acompanhado por seis seguranças no momento da ocorrência que ajudaram a conter as agressões. "Eu tava com seis homens de lado, mesmo assim, (3:19) eles não pensaram duas vezes de partir pra agredir", disse. Ele afirmou que policiais militares chegaram rapidamente ao local e conduziram os envolvidos para a delegacia. Segundo o deputado, três flanelinhas foram levados para prestar esclarecimentos. Após o registro da ocorrência, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO), e os envolvidos foram liberados. O parlamentar passou por exame de corpo de delito e, em seguida, procurou atendimento médico. Ele afirmou que a fratura foi confirmada e que existe a possibilidade de realização de um procedimento cirúrgico para correção da lesão. "O que eu sinto é que a sociedade tá coagida, entendeu? Tá coagida, principalmente quando tem esses grandes eventos. No dia a dia já acontece, mas quando tem os grandes eventos, acabou aí que a coisa piora. E eu que fiquei com prejuízo, com o dedo quebrado, e vou ter que fazer uma cirurgia", disse. Projeto de lei Joel da Harpa tem um projeto de lei de sua autoria que tramita na Assembleia Legislativa de Pernambuco. O Projeto de Lei nº 3715/2026 propõe a proibição da atuação de guardadores informais de veículos, conhecidos como flanelinhas, em municípios pernambucanos. A proposta define como guardador informal a pessoa que solicita, exige ou recebe vantagem econômica para vigiar, guardar ou indicar vagas de estacionamento em vias públicas sem autorização do poder público. O texto prevê que os municípios possam regulamentar a atividade, criar mecanismos de fiscalização e desenvolver programas de inclusão social para pessoas afetadas pela medida. Na justificativa do projeto, o deputado argumenta que a cobrança informal pelo uso de espaços públicos gera constrangimento, insegurança e pode restringir o direito de circulação dos cidadãos. A matéria segue em tramitação na Assembleia Legislativa de Pernambuco.